Quem disse que seria fácil?

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Isaque conseguiu vencer o pessimismo dos médicos e hoje está com 8 anos e muita energia!

Redação e Edição: Carla Simone & Larissa Laviano

“Depois de bastante dificuldade com a mudança de medicamento, hoje Isaque está mais revigorado, mais tranquilo, e a paz está voltando a reinar em nossas vidas. Na escola nova, tem amigos e o apoio da professora, que tem sido muito importante nesse processo.”

Carolina teve Isaque em 2007, de 37 semanas. O menino nasceu muito pequeno – com 1,7 kg e 40 cm, precisando ficar na UTI por 13 dias. Quando teve alta e foram para casa, os médicos ressaltaram que não tinham como afirmar se ele se desenvolveria como as outras crianças. Uma médica chegou a dizer que não sabia se ele cresceria de acordo com a faixa etária dele, como as outras crianças – teriam que viver um dia de cada vez, sempre esperando pelo melhor. A família também não acreditava que ele sobreviveria, por ser muito pequeno, magro e debilitado. O tempo foi passando, Isaque foi crescendo, e Carolina foi percebendo que ele era totalmente desordeiro e inquieto. Sempre gostou de ter liberdade. As coisas se agravaram de tal forma que ela chegou a se culpar por seu filho ser tudo aquilo que diziam: um menino “sem limites” e mal educado. “Com isso, fui me isolando, não saíamos mais e os convites para festinhas infantis foram diminuindo”, conta.

Na escola em que estudava anteriormente, Isaque sofreu bastante com o bullying. Foi um período difícil, de muita pressão e muitas notas ruins. Para completar, a família, que já se sentia culpada, não sabia que problema ele tinha.

“Em 2013, a pediatra que o acompanhava nos solicitou um exame e no encaminhou para um neurologista que deu o diagnóstico de TDAH e, a partir daí, surgiu um novo tempo em nossas vidas, um novo Isaque”, lembra Carolina.

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Carolina é mãe do Isaque, de 8 anos, e da Helena, que tem 2 anos e meio. Eles moram em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Recentemente, porém, tiveram que mudar de médico, que mudou sua medicação. “E aí fomos do cézu ao inferno: Isaque regrediu. Até que uma vez vi meu filho ‘dopado’ por esse remédio e decidi parar de dar. A única alternativa era buscar um novo profissional, que pudesse nos socorrer. Duas pessoas me indicaram a Drª Gabriela, que trouxe alívio às nossas vidas.”

Isaque foi mudado de escola e, segundo Carolina, a professora diz que as crianças o acolhem bem, apesar de ele ainda chegar em casa reclamando de algumas coisas. “Essa professora tem sido uma pessoa muito bacana e está sempre reforçando para ele que todos da sala são seus amigos quando Isaque diz que não gostam dele”. Ela o acompanha desde o ano passado, e tem sido importante no processo de adaptação. As coisas ainda são difíceis, como para grande parte das famílias que lidam com crianças que têm TDAH, porém seu filho está mais tranquilo e, nas palavras de Carolina, a paz voltou a reinar em suas vidas.

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