Dica de livro: “O que fazer quando você se irrita demais”

livro o que fazer quando vc se irrita demais

“O que fazer quando você se irrita demais”, de Dawn Huebner

Redação e Edição: Carla Simone & Larissa Laviano

Um dos personagens do nosso blog, o Bruce (veja aqui: https://tdahamorhumor.wordpress.com/2015/05/24/), nos deu uma dica de livro bem bacana para crianças (e para pais também, sempre)! O livro “O que fazer quando você se irrita demais: um guia para as crianças lidarem melhor com a raiva”, da autora americana Dawn Huebner (publicado no Brasil pela editora Artmed), “ensina crianças e pais a compreender as técnicas cognitivo-comportamentais mais frequentemente utilizadas no tratamento de problemas relacionados à irritação”. No livro, a autora dá exemplos e instruções passo a passo de como “apagar o fogo da irritação”, expressão usada por ela mesma sobre os rompantes de raiva das crianças. Bruce adorou!

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Uma família TDAH. Quem disse que isso não existe?

Redação e Edição: Carla Simone & Larissa Laviano

Raquel já era mãe de uma linda menina de seis meses, Mariana, quando descobriu que estava grávida de novo. Uma surpresa! Demorou até que se acostumasse com a ideia. Até que, numa fria manhã de julho do ano de 2006, ele chegou: Evandro, seu lindo menino louro.

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Raquel Calais é viúva e mora com os dois filhos na cidade de Muriaé, Minas Gerais. Presenteou a gente com uma conversa cheia de sotaque mineiro. Uma delícia!

Ele era um bebê bonzinho e antes de completar um ano já dava os primeiros passinhos. Foi cedo para a escolinha, acompanhado pela irmã. A mãe era chamada várias vezes na escola e, quando chegava, via seu menino, sempre esperto e levado, correndo descalço pelo pátio, sob o olhar atento das professoras, que a aconselhavam: “achamos que seria bom levar seu filho à um especialista, porque ele é agitado”. “Eu o levei ao neurologista, que disse que talvez fosse apenas uma fase e que, caso eu percebesse alguma alteração mais grave ou um aumento nas queixas da escola, deveria voltar”, conta Raquel.

O tempo passou e, em 2013, Evandro foi para outra escola, uma vez que onde estudava havia apenas educação infantil. “Já no terceiro dia de aula ele não tinha lápis de cor e os cadernos estavam em branco”, lembra Raquel. “Fui chamada para uma reunião com a equipe da escola, diretoria, apoio pedagógico e a professora, que ficou muda, me olhando, enquanto eu sentia que ela estava rezando para que meu filho nunca mais voltasse lá”. Os relatos que a mãe ouviu eram de uma criança que não conhecia: agressiva, indisciplinada, intolerante. Afirmaram para ela que era um menino hiperativo e que deveria procurar um neurologista.

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Veja que legal esta dica de livro!

Redação e Edição: Carla Simone e Larissa Laviano

Dica enviada por nossa querida colaboradora Raquel Calais Porto.

Ela leu o artigo, que reproduzimos abaixo, no site REAB.ME e não perdeu tempo. Mandou pra gente e compartilhamos com vocês.

Quanto mais informações tivermos, melhor será a qualidade de vida de todos os portadores do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

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Falo como pessoa com TDAH e como leitora cansada do discurso “essa doença é apenas uma invenção para que grandes laboratórios vendam remédios” ou pior “isso é apenas uma desculpa para crianças preguiçosas que os pais não souberam educar“. No meio da dicotomia da existência ou não do TDAH ficamos nós, que temos a condição, pais e familiares perdidos e precisando de ajuda, porque por mais que eles não acreditem e questionem essas siglas, os sintomas existem e causam sérios problemas no nosso cotidiano.

Nesse contexto me deparo com o exemplar do livro enviado para o Reab.me: “GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE. Fui logo correndo para ler e finalmente me surpreendi com um livro sobre o tema.

As autoras deixam essa dicotomia de lado e falam sobre o transtorno e as dificuldades cognitivas frequentemente encontradas de uma maneira leve e até divertida, com muito carinho e preocupação em levar mais conhecimento para portadores, familiares e profissionais que convivem com desafios decorrentes do TDAH. A sensação que tive durante a leitura é que estava diante delas tendo uma conversa agradável sobre um tema que limita (muito) a minha vida e recebendo orientações e ferramentas para lidar com esses problemas.

Deixando para o final o que mais me encantou no livro: os exercícios e diretrizes propostas para o leitor. Elas dão dicas de como os pais devem lidar com o filho portador de TDAH, propondo organizações de rotina e até mesmo comportamentos que os pais podem assumir para lidar melhor com o cotidiano do seu filho.

Também encontramos dicas muito legais para crianças e adolescentes, um pedacinho do livro dedicado para eles, explicando da forma mais simples possível o transtorno e propondo algumas atividades lúdicas com o objetivo de estimular as funções cognitivas. E nós adultos (para a minha alegria) não somos esquecidos e temos uma série de atividades propostas e dicas para facilitar nosso cotidiano.

Em resumo, as autoras fizeram um excelente trabalho no livro, conseguiram reunir muitas informações e propostas de atividades para um público alvo amplo e carente de livros como este. Parabéns às autoras, nós do Reab.me aprovamos e adoramos a leitura!

Agradecemos a Camila Luisi, uma das autoras, que carinhosamente enviou o livro para nossa apreciação =)

Abaixo deixamos os dados do livro para vocês, com a sinopse e o link para a loja:

Guia de sobrevivência para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade| Autora: Camila Luisi Rodrigues; Mayra Helena Bonifácio Gaiato | Editora: Casa do Psicólogo, 2014.

Sinopse: “Ele parece estar no mundo da lua… Será que essa distração é normal? Ele é muito agitado… Será que é hiperativo? Atualmente, muitas pessoas chegam ao consultório com essas perguntas. Como saber até que ponto tais características são consideradas normais ou patológicas? Além disso, como saber se é necessário buscar tratamento? Neste livro são apresentadas orientações sobre o tema de maneira lúdica, com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, em especial crianças e adolescentes que são diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, o famoso TDAH. O primeiro passo quando se detecta uma dificuldade é saber exatamente do que estamos falando e ter em mente que existem maneiras de reduzi-la, ou seja, tratá-la. Dessa forma, esta leitura é dirigida a todos aqueles que buscam entender melhor o TDAH, assim como treinar as funções cognitivas que muitas vezes estão descritas como deficitárias nesse quadro: a atenção e as funções executivas.

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Parecer do Conselho Federal de Medicina sobre o TDAH – 13/12/2012

Escrito por  ABDA –

Banner O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é patologia cujo diagnóstico deve obedecer a rigoroso critério médico, com estratégia terapêutica medicamentosa e/ou psicoterápica, requerendo ainda uma rede de apoio psicopedagógico e sociofamiliar, sendo previsto no Código Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como categoria diagnóstica no Grupo F 90. Seu diagnóstico e tratamento precoce previne severos prejuízos para o aprendizado à integração social, familiar e ocupacional, bem como à drogadição, principalmente quando associado, nesse último caso, a transtorno de conduta (Grupo CID 10 F 91).

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Com a palavra, Dr Drauzio Varella

Texto Extraído na Integra do site de Drauzio Varella

“TDAH (transtorno do déficit de atenção/hiperatividade) é um distúrbio neurobiológico crônico que se caracteriza por desatenção, desassossego e impulsividade. Esses sinais devem obrigatoriamente manifestar-se na infância, mas podem perdurar por toda a vida, se não forem devidamente reconhecidos e tratados.

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O distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência é maior entre os meninos. A dificuldade para manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora que caracterizam a síndrome podem prejudicar o aproveitamento escolar e ser responsável por rótulos depreciativos que não correspondem ao potencial psicopedagógico dessas crianças.

TDAH não é uma doença nova. Já foi descrita em meados do século 19 e sua frequência é igual em todo o mundo. De acordo com o DSM.IV, o manual de classificação das doenças mentais, a síndrome pode ser classificada em três tipos:1) TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; 2) TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e 3) TDAH combinado.

Em todas as faixas etárias, portadores do transtorno estão sujeitos a desenvolver comorbidades, isto é, a desenvolver simultaneamente distúrbios psiquiátricos, como ansiedade e depressão. Na adolescência, o risco maior está no uso abusivo do álcool e de outras drogas.

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Praticando esportes e equilibrando a vida!

Sabemos que praticar esportes faz bem à saúde, mas, no caso do Luiz Otávio, filho da Patrícia, faz mais do que isso: integra e ajuda a superar as dificuldades do TDAH!

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Luiz Otávio, de 7 anos, e Maria Luiza, de 1 ano e 8 meses são os filhos de Patrícia Pechim. Ela é casada e mora com a família na cidade de Contagem, MG. Seus filhos são, sem dúvida, sua maior conquista!

 

Luiz Otávio tem hoje sete anos, mas os acompanhamentos começaram, por iniciativa dos pais, quando ele ainda tinha três, com psicoterapia e prática de esportes, pois perceberam que ele tinha bastante dificuldade em obedecer: falavam várias vezes as mesmas coisas, mas o menino não acatava as ordens. O quadro dele se agravou quando entrou na escola, com cinco anos: perdia coisas com frequência e não permanecia na sala de aula. O colégio o encaminhou para uma terapia familiar.  Continuar lendo