A CULTURA DA PALMADA

Redação: Carla Simone

Por incrível que possa parecer, em pleno século 21, a agressão física contra criança ainda é banalizada nos lares brasileiros.

“Dados do relatório Violência letal contra crianças e adolescentes do Brasil mostram que a agressão física é o tipo mais frequente de violência que leva ao atendimento de meninos e meninas com menos de 1 a 17 anos nos serviços de saúde pública. O estudo, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), fez o levantamento com base nos registros do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que captou ao menos 97.976 atendimentos por motivos de violência em todo o país em 2014. A negligência/abandono e o abuso sexual são os outros tipos mais recorrentes de ocorrências. A maior parte das violações é cometida em casa, pelos pais.” Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/2016/07/01

Diante desta pesquisa, resolvi falar sobre o assunto em um dos grupos sobre TDAH no Facebook.  Veja abaixo uma pequena parte de um diálogo:

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A questão é que bater, castigar, submeter, infelizmente, é cultural. Muitos foram criados à base de palmadas e, apesar dos traumas, acreditam que, quando faltam argumentos, o negócio é apelar pra violência. Inclusive, como se pode ver no relato destacado, a pessoa não percebe tal atitude como violenta. Pelo contrário, acredita que está educando de verdade. Ou seja, não faz por maldade.

Alarmada, resolvi recorrer ao grupo do whats app e provocar, também.

Um dos relatos foi impactante e, ao mesmo tempo, emocionante.

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O assunto trouxe à luz discussões importantes. Fez com que a autoanálise, tão indicada no grupo, fosse feita e outros relatos foram surgindo:
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É importante que possamos avançar, entender que nós pais, assim como nossos filhos, muitas vezes, precisamos de ajuda profissional.  A psicoterapia é uma grande aliada. Pode promover descobertas, curas e, acima de tudo, uma vida mais saudável em família.

E, lembre-se: trate seu filho como você gostaria de ser tratado. Sempre que estiver irritado(a), nervoso(a), deixe para conversar depois, quando já estiver se acalmado (a) e em condições de escutar. Praticar a escuta é um exercício. No começo pode ser difícil. Mas, a prática vai tornando tudo mais fácil e a paz, com certeza, reinará em seu lar.

 

 

 

 

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