A CULTURA DA PALMADA

Redação: Carla Simone

Por incrível que possa parecer, em pleno século 21, a agressão física contra criança ainda é banalizada nos lares brasileiros.

“Dados do relatório Violência letal contra crianças e adolescentes do Brasil mostram que a agressão física é o tipo mais frequente de violência que leva ao atendimento de meninos e meninas com menos de 1 a 17 anos nos serviços de saúde pública. O estudo, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), fez o levantamento com base nos registros do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que captou ao menos 97.976 atendimentos por motivos de violência em todo o país em 2014. A negligência/abandono e o abuso sexual são os outros tipos mais recorrentes de ocorrências. A maior parte das violações é cometida em casa, pelos pais.” Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/2016/07/01

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Parabéns a você também!

Por Elika Takimoto

Eu queria parabenizar também os alunos que não estão nesse quadro pendurado no meio do pátio da escola. Certamente, são pessoas bacanas, esforçadas, cheias de potencial, empáticas, amigas e criativas. O que não quer dizer que esses que aí estão não sejam serumaninhos legais, mas não estão aí por isso.
O conceito “A” dos alunos que estão nesse “quadro de honra” quer dizer que eles se adaptaram bem a um sistema de ensino que prima pela competitividade e exclusão dos que dele fazem parte e dos que não conseguem a ele se moldar. Vale observar, qparabénsue se Einstein vivo fosse e estudasse nessa escola não somente não estaria com seu rosto estampado nesse cartaz como poderia ter sido expulso dado seu comportamento rebelde com esse modelo que não estimula os alunos a perguntar, a questionar e sim a responder e obedecer regras.
O conceito “A” desses alunos significa que eles entendem bem como resolver um determinado tipo de problema. Certamente, eles sabem aplicar a equação de Torricelli, fazer gráficos de equações logarítmicas e a diferença entre briófitas e pteridófitas. Mas absolutamente nada diz sobre a capacidade de lidar com o próximo e sobre a felicidade que eles terão no futuro e até mesmo se tem no presente. Por outro lado, nada garante que os que não estão no quadro também estejam se sentindo bem, sejam jovens soltos e felizes. Possivelmente, muitos até estão se sentindo burros e incapacitados por não terem conseguido obedecer regras de redação que se Guimarães Rosa e Mário de Andrade tivessem obedecido não teriam escrito o que escreveram e, portanto, não tiraram conceito ‘A’.
O conceito “A” significa que os alunos sabem fazer um determinado modelo de prova e se adaptaram bem a um sistema de ensino que me fez acreditar por mais de trinta anos que eu não sabia escrever. Nunca tirei nota dez em redação alguma feita na escola por sempre fugir do tema e escrever sobre o que me desse na telha.
O Colégio Pentágono merece parabéns porque tem cumprido bem o objetivo, a dizer, colocar alguns alunos com conceito “A” nas provas de seleção e aprovar um percentual nas universidades. Isso eu posso garantir porque meu filho estuda aqui desde o primeiro ano e se tem uma coisa que essa escola se preocupa desde o ensino fundamental é com vestibular. E que fique claro que eu não tenho nada a opor a uma política de seleção rigorosa. Se tivermos que encarar isso de frente, ok. Eu encaro. Apenas me recuso a chamar isso de “Educação” já que o meu conceito de Educação envolve um bem estar de uma maioria. E rigor, competição e disciplina que são tão valorizados nesse sistema de “Ensino” nunca geraram tantas crianças e jovens frustados, infelizes, doentes, egoístas e que pouco ou nada sabem sobre empatia. No mais, esses alunos que estão nas fotos em destaque serão os melhores independente­mente do método de ensino?
Mas enfim, a escola e esses alunos, dentro desse método e com esse objetivo esclarecido, estão de parabéns sim.
Não pude, porém, ao ver esse quadro pendurado na sombra assim que trouxe meu filho à escola hoje, deixar de pensar nos alunos que não estão nesse cartaz. Certamente, são pessoas extremamente iluminadas…
Portanto, parabéns aos que não estão com o rosto impresso. Entendam bem o que significa estar no quadro. Esse conceito “A” nada tem a ver com capacidade intelectual, ainda que os que estão no quadro sejam capacitados a pensar em outras áreas e ambientes.
Não desistam dos seus sonhos e jamais deixem de acreditar no potencial de vocês, ok?”

Tenho que entrar na caixinha?

Redação e Edição: Carla Simone

Tenho que entrar na caixinha? Mas, em qual caixinha? Existem de todas as formas e tamanhos e, mesmo assim, pode ser que eu não caiba em nenhuma delas.

Isto faz de mim, o quê?

Será que, mesmo não me encaixando em nenhuma delas, posso ser amado, respeitado, querido? Posso ser eu mesmo?

Sim. Este é um artigo só com perguntas. As respostas estão dentro de cada um de nós. Para ajudar, que tal assistir a este filme? O Ex-ET! Vale, com certeza, à reflexão!

 

Um WhatsApp Repleto de AMOR

Redação e Edição: Carla Simone

Em abril de 2015, resolvi montar um grupo no WhatsApp com o objetivo de trazer informação, acolhimento, entendimento e, acima de tudo, empoderamento.

Eu já havia participado de um e, há muito tempo, não sou dada a problematizar, prefiro solucionar. Lá não consegui me encaixar. Então, outras mães, vieram comigo. Comecei a escrever um blog com o apoio de uma amiga, fiz a página no Facebook. Mostrei para uma grande amiga, Márcia Rocha, psicóloga, que tem um coração imenso. Sem que eu pedisse, ela se propôs a ajudar na escuta, a participar de encontros presenciais, a ouvir e apoiar.

Hoje o TrabalhoDesafioAmorHumor conta com mães, pais, avós, professores, psicólogos, madrastas e pessoas que querem aprender e trocar sobre o assunto TDAH e suas comorbidades.

E se você quiser, pode vir, também!

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Abaixo, seguem alguns depoimentos de pessoas que fazem do nosso grupo um grande sucesso por estar, acima de tudo, repleto de muito AMOR.

 

“O grupo eu conheci através do facebook. No que ele mudou a minha vida? Ele me ajudou a descobrir aonde estava escondido o amor que eu tenho pelo meu filho… E isso mudou minha vida! E a dele, é claro!” Paula

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Uma família TDAH. Quem disse que isso não existe?

Redação e Edição: Carla Simone & Larissa Laviano

Raquel já era mãe de uma linda menina de seis meses, Mariana, quando descobriu que estava grávida de novo. Uma surpresa! Demorou até que se acostumasse com a ideia. Até que, numa fria manhã de julho do ano de 2006, ele chegou: Evandro, seu lindo menino louro.

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Raquel Calais é viúva e mora com os dois filhos na cidade de Muriaé, Minas Gerais. Presenteou a gente com uma conversa cheia de sotaque mineiro. Uma delícia!

Ele era um bebê bonzinho e antes de completar um ano já dava os primeiros passinhos. Foi cedo para a escolinha, acompanhado pela irmã. A mãe era chamada várias vezes na escola e, quando chegava, via seu menino, sempre esperto e levado, correndo descalço pelo pátio, sob o olhar atento das professoras, que a aconselhavam: “achamos que seria bom levar seu filho à um especialista, porque ele é agitado”. “Eu o levei ao neurologista, que disse que talvez fosse apenas uma fase e que, caso eu percebesse alguma alteração mais grave ou um aumento nas queixas da escola, deveria voltar”, conta Raquel.

O tempo passou e, em 2013, Evandro foi para outra escola, uma vez que onde estudava havia apenas educação infantil. “Já no terceiro dia de aula ele não tinha lápis de cor e os cadernos estavam em branco”, lembra Raquel. “Fui chamada para uma reunião com a equipe da escola, diretoria, apoio pedagógico e a professora, que ficou muda, me olhando, enquanto eu sentia que ela estava rezando para que meu filho nunca mais voltasse lá”. Os relatos que a mãe ouviu eram de uma criança que não conhecia: agressiva, indisciplinada, intolerante. Afirmaram para ela que era um menino hiperativo e que deveria procurar um neurologista.

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Praticando esportes e equilibrando a vida!

Sabemos que praticar esportes faz bem à saúde, mas, no caso do Luiz Otávio, filho da Patrícia, faz mais do que isso: integra e ajuda a superar as dificuldades do TDAH!

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Luiz Otávio, de 7 anos, e Maria Luiza, de 1 ano e 8 meses são os filhos de Patrícia Pechim. Ela é casada e mora com a família na cidade de Contagem, MG. Seus filhos são, sem dúvida, sua maior conquista!

 

Luiz Otávio tem hoje sete anos, mas os acompanhamentos começaram, por iniciativa dos pais, quando ele ainda tinha três, com psicoterapia e prática de esportes, pois perceberam que ele tinha bastante dificuldade em obedecer: falavam várias vezes as mesmas coisas, mas o menino não acatava as ordens. O quadro dele se agravou quando entrou na escola, com cinco anos: perdia coisas com frequência e não permanecia na sala de aula. O colégio o encaminhou para uma terapia familiar.  Continuar lendo

Menino Invisível…#sqn….kkkk

Redação e Edição: Carla Simone & Larissa Laviano

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Yves já escolheu sua profissão: quer ser designer digital!

Yves chegou de supetão! Rompeu a bolsa na 38º semana de gravidez. Não queria esperar. Simples assim! Hoje, aos 12 anos, sonha em ser designer digital, já elabora animações virtuais e até recebe encomendas de youtubers famosos! Pisar no freio? Pra quê?

Quer conhecer esta história? Então, aprochegue-se!

Adriana Terezinha Bondan de Lima é casada com Edson Augusto de Lima. Os dois são os pais do Yves e do Enzo. Atualmente, moram no Mato Grosso do Sul  e têm a certeza que ainda terão muita história boa pra contar!

Adriana Terezinha Bondan de Lima é casada com Edson Augusto de Lima. Os dois são os pais do Yves e do Enzo. Atualmente, moram no Mato Grosso e têm a certeza que ainda terão muita história boa pra contar!

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